terça-feira, 20 de agosto de 2013

O Dragão Fala

Eu sou o teu eu mais profundo.
Eu contemplo por você um mundo de luzes e cores da escuridão atrás de teus olhos.
Eu alcanço através tuas mãos e com elas toco os suaves prazeres de teu vivente mundo.
Eu sou o mais antigo, o criador dos deuses.
Eu sou a mudança e o invariável.
E sempre que você olha fixamente nos olhos de outro, lá!
Eu olho de volta para você!
Eu sou a fonte de tudo que existe!
E aquele que se reconhece como sendo eu também se torna a fonte e é, realmente um magista.
E aquele que permite o fluxo de meu ser e que me reconhece pelos nervos de seu próprio corpo pode tocar e mudar tudo conforme a sua vontade, e é realmente mágico.
E minha magia draconiana é doce porque eu realizo todos os grandes desejos.
Nisso que tu chamas de sonho, eu reúno minhas forças.
Nisso que tu chamas de realidade, eu organizo meus sonhos.
Eu sou grandioso para todos aqueles que buscam meu ser e meu poder, pois sou o direito de buscar os teus próprios prazeres!
Eu sou o verdadeiro deus, o deus uno, o único deus que há.
Eu sou teu e tua arte é minha.
Sim, até mesmo meu símbolo é o espelho!
E saiba bem meu nome para através de nossa honra preferi-lo em todas as tuas ações.
Ai então será e permanecerá merecedor da 
Minha magia draconiana.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Sagrado Masculino

Ensurdecedor o silêncio das florestas, o silêncio onde mil sons começam quando o homem se cala e move-se com suavidade e cuidado sobre a pele da Grande Mãe. Pé ante pé, evitando fazer qualquer ruído, tateando o solo com os dedos, para que o menor graveto não se parta ou uma folha seca estale. 

O homem integrado à natureza, um ligado ao outro como uma só coisa, seu suor misturado ao cheiro das folhas e peles que usara no ritual de busca da caça. O ancião evocara os ancestrais do clã para a caçada, bravos caçadores se materializavam frente aos homens do clã, portando suas armas e mostrando numa dança como conquistaram os seus animais de poder. Lutas se formam na névoa de resinas que queimam no braseiro, junto a folhas colhidas pela anciã, que conhecia os segredos da Mãe.

Embriagados e tomados pelos antepassados, os homens repetiam em gestos rítmicos as grandes caçadas feitas no passado, como quando o fundador do clã saiu com seus caçadores para criar um novo agrupamento depois de andar dias a procura de um abrigo. Faminto e cansado encontrou a caverna mãe, onde nasceram todos os ancestrais da tribo. Ele a conquistou lutando com um leão das cavernas com sua lança e faca.

Nesta luta o Grande Caçador ganhou a marca das 4 garras do antigo proprietário da caverna, no rosto, marca que até hoje os caçadores repetiam passando os quatro dedos, molhados na tinta cor de sangue que as mulheres preparavam, riscando o rosto na transversal vindo da esquerda para a direita. Repetiam estes eventos enquanto o corpo era impregnado com os cheiros das resinas e das folhas. 

Depois o ancião vestia o couro do animal de grandes chifres e chamava as manadas e viajava através dos céus para ver o caminho que esta manada iria percorrer e a que distancia estavam, para então decidir qual o melhor ponto para interceptar os animais. Enquanto os caçadores viajavam para os feitos que fariam nesta surtida, com estes sonhos eles podiam antecipar os perigos, e na hora que ocorressem poderiam evitar o ataque dos animais. 

Ele estava preocupado. Havia sonhado que um macho galhudo o pegaria no momento que se distraísse ao enterrar sua lança numa fêmea prestes a parir, pois queria a pele macias do feto. No próximo encontro da primavera estava querendo se mudar para o clã do grande touro. Havia reparado em uns olhos verdes que sempre o seguiam nas reuniões de clãs enquanto ele disputava os jogos com os rapazes. Mas agora não estava mais ansioso pela primavera, para as brincadeiras masculinas. Este ano fora consagrado caçador, agora podia ser o dono da caça que ele abatesse, agora participaria da festa das fogueiras e, segundo seus primos mais velhos, poderia penetrar nos mistérios da criação do universo junto às fogueiras. Era muito mais que uma iniciação mística da união do céu e da terra. Era muito além disso. Era penetrar no universo e sentir o corpo macio de uma mulher. Enquanto descreviam as delícias, ele se lembrava dos olhos verdes, e dos sorrisos que a menina lhe enviava. Ele queria a pele dos fetos prestes a nascer para fazer uma pelica leve e macia para ofertar a ela nas fogueiras.

Mas de que adiantaria matar a fêmea, se poderia ser morto pelo macho e, seu sangue a escorrer pela terra junto com o da fêmea, poderia fazer com que ele nascesse gamo na próxima vida.

Nem durante a sua iniciação ele ficara tão receoso. Fora levado vendado para bem longe e solto com apenas um pouco de comida, poucas lanças, uma faca de pedra e apetrechos de fazer fogo. 

Ele deveria voltar pra casa com uma caça, que ele sacrificaria aos deuses cortando a garganta do animal, para que o sangue empapasse a terra e voltasse para a grande mãe. Depois ofereceria o coração ao Deus da caça, montaria acampamento, conservaria a carne com fumaça e ficaria ali até que o Grande Caçador lhe indicasse o seu animal de poder e seu nome mágico.

Agora ele era um caçador dos leões da caverna do riacho limpo, era um homem, e por mais que soubesse que não existia morte, ele gostava de estar vivo. 

Agora ele iria aproveitar as regalias de ser um caçador, participaria dos mistérios, freqüentaria os rituais masculinos, faria jornadas em busca de caças distantes. Seus feitos seriam contados nos encontros da primaveras e depois seriam levadas para as tribos distantes e sua alma nunca se perderia, pois ele estaria sempre nas conversas noturnas das cavernas e seu nome seria falado nos rituais dos ancestrais. Mas se morresse por seu orgulho de caçar a presa que buscava, e se descuidasse das suas defesas, seria logo esquecido e sua alma se perderia do clã e não mais renasceria na própria família.

Já visualizava o rebanho se aproximando, seu corpo colado à arvore parecia ser parte dela, todos os seus sentidos estavam voltados para a caçada, seus músculos retesados e prontos para o ataque enquanto na sua mente os gestos e movimentos dos seus antepassados tantas vezes dançados nos rituais estavam incorporados dentro dele, como se uma cadeia interminável de vidas o levassem ao primeiro caçador, ao Grande caçador, o Deus que diferenciou os homens dos animais, o Deus que ensinou que os homens podiam se alimentar melhor caçando e que salvou a espécie da extinção. Com ele aprenderam a criar suas armas, o código silencioso usado pelos grupos que substituíam os gritos e as palavras, e que permitiam que cercassem e se aproximassem mais da caça sem assustá-la. 

Ele agora era o Deus, seus pés plantados no chão o ligavam à terra, seu corpo era como uma mola comprimida, pronta para distender-se e voar em direção à presa e arremessar certeiramente sua lança com a ponta afiada no fogo. O deus caçador estava nele, não importava mais a vida ou a morte, agora a sua mente só pensava em escolher o alvo, pois o clã precisava da carne para continuar forte, alimentando suas mulheres e crianças, para que novos caçadores crescessem fortes e pudessem manter o nome da caverna mãe com honra.

Paro aqui para dizer que ainda temos no masculino este espírito caçador, ainda temos em nós o deus da caça e no fundo de nossas mentes ainda existem gravadas as danças e os movimentos da caçada. Ainda podemos ser unos com a natureza, e por mais civilizados e com todos os controles sociais que mascaram a nossa identidade selvagem, nem todo o controle imposto pelos impérios da antiguidade, nem os 2.000 anos de cristianismo apagaram em nós o espírito pagão, a divindade que existe no masculino. 





Nosso corpo nos fala

É comum vermos tantas pessoas lutando na vida para se libertarem das dores e doenças. Na verdade, as dores e as doenças estão indicando dificuldades pessoais que poderão fazer com que se conquiste um bem estar físico e emocional. “Conflitos e sentimentos ficam gravados no corpo e se manifestam nos movimentos e nas doenças”, diz o terapeuta paulista Eduardo Shinyashiki.

Segundo ele, a leitura corporal feita em várias sessões, detecta e solta emoções reprimidas, dissolvendo medos e resistências. A matéria-prima desse tipo de análise é um inventário de doenças, tensões, dores, acidentes, fotos, imagens de vídeo, exercícios sensibilização, respiração e meditação.

Para decifrar as mensagens do corpo, ele o divide em sete segmentos. Doenças ou tensões registradas em cada um deles têm origem em diferentes tipos de conflitos. Confira:

1. Olhos, ouvidos, nariz: dificuldade de conexão com a realidade.
2. Boca, dentes, gengiva: questões envolvendo a expressão dos sentimentos.
3. Pescoço e coluna cervical: controle das emoções e da imagem.
4. Peito, coração e pulmão: problemas de afetividade.
5. Abdômen superior (estômago, fígado e rins): resistência a “engolir” situações, resolver conflitos, ansiedade.
6. Abdômen inferior (barriga): sensação de insegurança, inadequação, incapacidade.
7. Genitais e pernas: situações relacionadas ao prazer e a tomada de decisões.


Fonte:  Revista Mais Vida-abril/97

HORUS, NUIT e ANUBIS

HÓRUS:

Era originalmente o deus do céu, voando sobre o Egito como um falcão para proteger seu pai, o rei Osíris. Quando Horus derrotou o assassino de seu pai, Seth, ele se transformou no rei de todo o Egito, e ele é descrito usando uma coroa com uma parte superior branca para representar o Alto Egito e uma parte vermelha inferior para representar o Baixo Egito. Por esta razão, os governantes do Egito sempre se identificaram com Horus na vida, se transformando na personificação de Osíris quando eles morriam.

Hórus, para os antigos egipicios, é considerado a encarnação de Rá na terra, a manifestação fálico solar no plano material, o princípio do fogo. É um deus gêmeo, possuindo aspecto duplo: um ativo como heru-pa-khrat, ou Hárpocrates parao gregos no período Ptolomaico; e um aspecto ativo, como Ra-heru-Khuit podendo ser escrito também como Ha-roor-Khuit, o seu aspecto marcial.
O princípipo hermético da polaridade está presente na sabedoria iniciatica egípcia, compreendendo a natureza nos seus aspectos ativos/passivos como complemetares.
Harpócrates, o Hórus menino, é o primeiro iniciador e seu sinal, o do Silencio (colocando-se o dedo indicador da mão diretia sobre os lábios), já era um Sinal utilizado nos templo egípios simbolizando a iniciação pelo silêncio, para um contato com Num, as águas primordiais da vida (Nuit), através da quietude interna. Era um Sinal sempre feito nos Templos antes de se iniciar toda toda prática, por mais simples que esta pudesse ser.

O Deus Hórus, senhor do presente Aeon. Horus era adorado em centros de cultos em Behdet, Hirakonpolis e Edfu e o olho de Horus era considerado um amuleto poderoso. 

Em Thelema, Hórus é o Deus Falcão, o Senhor da dupla Baqueta de Poder, que destrói os últimos resquícios do antigo Aeon de Osíris. Ra-Roor-Khuit traz em seu interior a criança Heru-pa-khrat, que é a criança do novo aeon, traz o novo aeon dentro de si. 

O Olho de Hórus é também chamado de "Olho no Triângulo" e segundo Viviane Crowley, no livro "Cabala - um enfoque feminino", a imagem deste Olho representa Ain Soph, Kether, Chokmah e Binah.

O Ain Soph seria a pupila escura; Kether o círulo em volta da pupila, a íris. Chokmah está em torno disto, dando a forma oval do Olho e Binah é o triângulo (a base para o mundo tridimencional).

Segundo Marisa Castelo Branco, no livro "Do Egito Milenar à Antiguidade", o hieróglifo do Olho de Hórus significa ver, construir, criar, sendo que a palavra em egípicio que o representa é UDJAT e este simboliza um bastão por meio do qual se obtinha o fogo.

A autora disserta também que o símbolo é oriundo do Olho de Rá e, deste modo, o Olho era o signo R (a boca) com o Sol no meio, simbolizando também o verbo criar.
No papiro de Nesiamsu é dito que os homens foram criado das lágrimas de deus.
Assim sendo, a autora justifica que no Olho de Rá ou Olho de Hórus representa as lágrimas do criados, representado pelo hieróglifo QD (uma estaca em construção e também o verbo construir) e simbololiza Osíris que desceu à terra para trazer os primórdios da civilização.

A segunda lágrima é representada pelo hieróglifo de uma espiral das forças construtivas da natureza, simbolizando Hórus. 




NUIT:

Na mitologia egípcia, Nuit era a deusa dos céus, ao contrário de muitas outras mitologias, onde o Pai dos Céus é quase sempre uma figura masculina. Nuit é a filha de Shu e Tefnut. Ela era uma do Grupo dos nove. 

Rá, o deus do sol entrou em sua boca após o pôr-do-sol no anoitecer e renasceu de sua vulva na manhã seguinte. Ela também engoliu e renasceu as estrelas.

Ela era a deusa da morte, e sua imagem está no lado de dentro da maioria dos sarcófagos. O faraó entrava no corpo dela após a morte e posteriormente era ressuscitado.

Na arte, Nuit é representada como uma mulher sem roupas, cobertas com as estrelas e sustentada por Shu; o oposto a ela (o céu), é o seu marido, Seb (a Terra). Com Seb, ela foi a mãe de Osíris, Ísis, Set, e Néftis.

Alternativas: Nu, Nut 

Curiosamente, o francês nuit significa "noite". 

No túmulo de Tutankhamon foi encontrado junto a sua múmia um peitoral no qual era invocado a proteção desta deusa: “Nut minha divina mãe, abre tuas asas sobre mim enquanto brilharem nos céus as imorredouras estrelas”. 

Nuit é a principal oradora no primeiro capítulo do Livro da Lei e o cumprimento feminino ao deus Hadit. Nuit é o círculo infinitamente vasto cuja circunferância é incomensurável e cujo centro está em toda parte. Hadit é o ponto infinitamente pequeno dentro do núcleo de todas as coisas. A união dos dois é ainda um outro glifo da Grande Obra. 



ANUBIS:

É um deus egípcio geralmente retratado como um homem com cabeça de chacal, ou um chacal negro em posição de esfinge (este último geralmente guardando algo ou alguém) Anúbis, o Juiz dos Mortos também conhecido como Anupu, ou Anpu, é o antigo deus egípcio dos mortos e do submundo.

Anúbis é filho de uma união extraconjugal entre Nephtys e Osíris, onde a primeira, esposa do terrível deus Set, faz-se passar por Ísis, a verdadeira esposa de Osíris para poder desfrutar de seu amor incondicional. Temendo a vingança cruel de Seth ao descobrir sobre sua gravidez, Néftis, também mãe de Sebek (o deus com cabeça de crocodilo) esconde o bebê Anúbis em um pântano, onde mais tarde Ísis, sua tia, o encontra e cria longe do alcance maléfico de seu tio Seth.

Anúbis então crescido adquire inúmeras tarefas como deus da morte e do submundo, e todos seus aspectos relacionados, como o julgamento, ritos de passagem e as tarefas de embalsamamento. Mais tarde, com a morte de Osíris por seu tio Seth, após Ísis e Néftis terem reunido os pedaços esquartejados de Osíris Anúbis se voluntaria para trazê-lo de volta a “vida”, através das práticas de mumificação e de seu infinito conhecimento sobre a pós-vida, tendo sido assim criada a primeira múmia do Egito e do mundo.

Após este ato Osíris, que originalmente era um deus da agricultura, por seu status morto-vivo e seu status de divindade maior, “usurpa” então os aspectos de Anúbis, de deus da morte e do submundo.


Anúbis então passa a se dedicar aos outros aspectos relacionados a Morte. Ele passaria a guiar as almas através do submundo, até os salões do julgamento, onde ele também pesaria o coração da alma contra a pena de Maat, a deusa da justiça, do equilíbrio e da verdade, em um tribunal presidido por Osíris, Toth e perante 42 deuses menores, cada um incumbido de julgar uma das 42 confissões que a alma deveria fazer.

Também era o patrono da cidade de Cinópolis, o patrono dos embalsamares e dos conhecimentos obscuros.

Após as invasões Gregas em 332a.c. e Romanas em 31a.c., onde apenas um ano mais tarde o Egito tornaria-se um estado vassalo de Roma, muitos de seus deuses foram "exportados", entre eles Ísis, Toth e Anúbis, que mais tarde, formaria junto com Hermes um híbrido conhecido como Hermanúbis. E as mumificações e necrópoles tornaram-se muito mais populares e espalhadas pelos impérios Grego e Romano, até hoje surpreendendo arqueólogos com seu estilo diferenciado. 




MÂAt - A Verdade e a Justiça

MÂAT, esta deusa, que traz na cabeça uma pluma de avestruz, representa a justiça e a verdade, o equilíbrio, a harmonia do Universo tal como foi criado inicialmente. É também a deusa do senso de realidade. Este respeito pelo equilíbrio implica na prática da equidade, verdade, justiça; no respeito às leis e aos indivíduos; e na consciência do fato que o tratamento que se inflige aos outros pode nos ser infligido. É Mâat, muito simbolicamente, que se oferece aos deuses nos templos. Protetora dos templos e tribunais.
Filha de Rá e de um passarinho que apaixonando-se pela luminosidade e calor do Sol, subiu em sua direção até morrer queimado. No momento da incineração uma pena voou. Era Mâat.
Este respeito pelo equilíbrio implica na prática da equidade, verdade, justiça; no respeito às leis e aos indivíduos; e na consciência do fato que o tratamento que se inflige aos outros pode nos ser infligido. É Maát, muito simbolicamente, que se oferece aos deuses nos templos. Protetora dos templos e tribunais.
Maat é representada por uma mulher jovem portando em sua cabeça uma pluma. É e esposa de Toth, o escriba dos deuses com cabeça de ibis.
Com sua pena da verdade ela pesava as almas de todos que chegassem ao Salão de Julgamento, na presença de Anúbis. Ela colocava sua pluma na balança e no prato oposto o coração do falecido. Se os pratos ficassem em equilíbrio, o morto podia festejar com as divindades e os espíritos da morte. Entretanto, se o coração ou a pluma fosse mais pesado, o coração era jogado para Ammit (deus do Inferno, que é parte hipopótamo, parte leão, parte crocodilo) para ser devorado. Como se vê, os deuses egípcios não eram pessoas imortais para serem adoradas, mas sim ideais e qualidades para serem honradas e praticadas.
Mâat representava o mundo em equilíbrio; tudo aquilo que não era Mâat era o caos, a massa confusa do nada. Era dever do faraó combater os inimigos de Kemet – país da terra negra ou Egito – a fim de garantir a ordem de Mâat, ou seja, a continuação da civilização,
A mais antiga evidência de um templo dedicado a ela está no Império Novo (1569 à 1081 A.c.), apesar da grande importância atribuída para Maet. Amen-hotep III encomendou um templo no Templo de Karnak, enquanto evidências textuais indicam que outros templos de Maet estavam localizados em Mênfis e Deir el-Medina.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Antiga magia egípcia - "maa kheru - Aquele que percebe a sua Palavra"


Ra tinha um grande nome pelo qual ele governou o mundo e todas as coisas em plena potência. Este nome era desconhecido aos deuses, reis e humanidade. Ele nunca foi falado e permaneceu escondido para que ninguém pudesse ganhar poder sobre ele. Um dia, o grande Tahuti e a deusa Auset, conspiraram para enganar Ra a revelar o grande nome para ela. Na lenda, ela foi bem sucedida. A partir daí, Ra foi desafiado por outros deuses, reis e magos. Às vezes, na história religiosa egípcia, ele perdeu o poder absoluto para deuses mais poderosos, cujos templos consequentemente floresceram.

A Criação (da humanidade) foi obra do deus Rá e o deus Khepera, provocada pela pronunciação do Grande Nome. Posteriormente, pensava-se que apenas por pronunciar um nome de uma pessoa, esta poderia vir a existir na Terra. Sem um nome, nenhuma pessoa pode ser identificada no julgamento na morte. O uso do nome de uma pessoa pode trazer uma maldição para seu proprietário, ou uma cura e bênção. O nome de uma pessoa ou criatura viva é tanto uma parte de seu ser como a alma e outros órgãos ... nome de uma pessoa era na verdade um dos nove corpos *, e era uma parte essencial da existência dessa pessoa. Pensava-se que um nome era o rótulo para toda a existência de uma criatura mundana ou espiritual. Esse nome, no entanto, era vulnerável à manipulação por magia.

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Os nomes dos deuses eram canais para sua energia suprema. Os nomes de demônios e outros seres extraterrestre possuía grande poder também. Se o nome de um deus era conhecido e usado para invocá-lo, acreditava-se que eles tinham de responder.

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Alguns deuses, como Tahuti, e demônios, como o desafiante renomado de Ra, nomeado Apep, acreditava-se que tem o poder de assumir uma forma diferente. Cada forma tinha um nome único. Para ganhar o poder absoluto sobre um ser que mudou as formas, era vital saber todos os nomes de todas asformas.

O magista freqüentemente muda de forma durante a adivinhação e magia para a forma de um deus, uma forma de diabo, ou a forma de qualquer criatura mítica como o griffo. Os nomes secretos da forma são recitados para que a transformação do magista seja assegurada e completa. É por isso que os scripts egípcios contêm uma abundância de nomes mágicos para recitar ...

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Egípcios reconheceram o som como um canal direto entre a humanidade e os deuses. Eles sabiam que a prática e o uso de sons nas palavras e nomes dos roteiros revelam o verdadeiro mistério da magia. Pronúncia correta e recital de roteiro mágico eram um dos princípios mais importantes da magia.

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* Os egípcios acreditavam que os seres humanos e outras criaturas vivas consistiam de nove "corpos". Esses corpos definiam porque os egípcios acreditavam que era possível invocar a força vital de uma criatura em uma estátua, e assim, ganhar o poder da criatura. Eles acreditavam em fantasmas e aparições, que foram tornadas possíveis pela existência do corpo "ka", e o corpo "Khu" ... Através de diferentes corpos, os egípcios se comunicavam com os mortos, projetado-os para fora do corpo, assumiam o poder de outra criatura , e gosavam de outras habilidades ...


Boas Vindas!

Inicio este espaço para compartilhar parte do que venho aprendendo em minha Caminhada Pessoal, assim como compartilhar alguns textos que julgo convenientes.

Cabe lembrar que faço parte de uma instituição Iniciáticas aqui em Porto Alegre/RS: 

Æternitas Fraterna Ordem Mística que segue o Sistema da Golden Dawn e está vinculada ao CONSELHO DE THOTH

Esta "Ordem" tem seu papel fundamental na minha formação assim como a "Ordem Hermética da Aurora Dourada" em que fui primeiramente iniciado e me formei Mestre em 2003.

No início de minha Caminhada, passei por vários equívocos e por pessoas e grupos que não tem muito valor, mas no momento em que conheci meu Mestre Iniciador, o Ilustríssimo Sr. Daemon Shaitan, Grão Mestre da OHAD e Príncipe da Golden Dawn, meu Caminho tomou um rumo mais acertado e eficiênte. Lá, em 2003 me formei Mestre da Tradição e continuando minha Caminhada em 2007, em conjunto com outros três Mestres da OHAD, fundei a "Fraternidade LUX et FRATI". Visando uma maior interação do ser humano com o Cósmos e uma aproximação mais real com a Golden Dawn original.

Em 2012, mais precisamente em Beltane, conheci uma Tradição Telúrica. Ali reconquistei algo que estava "esquecido" na minha jornada. A Terra!

Hoje a Æternitas Fraterna Ordem Mística, que eu dirijo desde sua fundação em dezembro de 2012, tenta se aproximar o máximo possível do que era a antiga Golden Dawn com um foco na Nova Ordem, ou seja, aquela que faz uso dos princípios de Thelema. Ali, trabalhamos com o desenvolvimento pessoal de cada membro, para que cada um possa levar algo a mais para sua via cotidiana.

Em 2016, tive o privilégio de, além do acima mencionado, começar a fazer parte da ARTE REAL, que tem acrescentado muito para meu crescimento e desenvolvimento pessoal, não só como magista, mas como ser humano.

A ideia aqui é criar um espaço onde eu possa centralizar alguns conhecimentos e possa fazer ima interação entre eles, se torna vantajoso. Além de ter um espaço para expor alguns pensamentos e opiniões.

Então, aqui estamos.


PAX et LUX!